sábado, 22 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Terno
Não apaguem as estrelas essa noite, que meu riso é de ternura
Supliquem a Deus por alguma canção que toque um distante coração
De não saber onde está, está no meu pensamento, pensar
Os ventos que sopram me tocam como um tecido suave sobre o corpo, num sopro
Sem dono viajo, me eternizo e viro de foto em foto, sorriso.
Pra encontrar, e provocar os lábios serenos, de um moreno.
Escalo muralhas e venço batalhas,
Desejo apenas viver de paixão,
De amor que acalma, bocejo de alma,
De sentimento que move, que evolui e promove
Que sucumbi todo ser, como as marés altas engolem a praia
Sem consumir por completo, leve como brisa balançando minhas saias,
E forte como as rochas solidificadas pelo tempo na união dessas mesmas areias e ventos.
Como passeio de gatos pela noite, caminho nas ruas sem pressa, sou paisagem.
Vendo miragem, nos átomos que espalhados pelo ar cruzam minhas narinas
Que me fazem lembrar, que era noite de primavera,havia cheiro e eu era Cinderela
No baile a rodopiar, e que não perdi sapatos, mas deixei por ali ficou meu pedaço.
Que pode parecer prolongado, mas é desse embaraço que me inspira a arte,
E descrevo levianamente sobre ele, mas não falei com ele, e nem ele.
Não sente a distancia, como sinto, não minto, sou tímida quando com esse.
Mas dos outros não, minha poesia sem nenhuma necessidade, nunca traiu ninguém, é cheia de fidelidade.
É uma música com o bit apitando, equilibrando o compasso, e mostrando que tudo tem seu fim,
É mais que um cansaço de não falar só sobre mim, mesmo sendo unilateral e nada persuasivo.
E nisso que vivo, é por agora, não tem cobrança, e não tem hora.
Portanto avisem os guardas da cidade, que essa noite só eu e a lua, dançaremos nuas
Cantaremos pela rua,
E amanhã, deixa alvorecer dia contente, pra todo mundo saber que sou louca mas que apesar de todos meus distúrbios sou apenas gente!
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Vou morrer
Vou morrer, descobi que vou morrer hoje a noite e vou morrer, meus dias estão contados! Vou morrer!
E não se iluda, você também vai, não pense que vai durar mais que o convencional, deixe essa realidade cruel tomar conta de seu cérebro e possuir seu corpo! Vamos morrer!
O problema conosco é justamente não saber, achamos que há tempo pra tudo nessa terra, e não, não há! Somos doentes terminais que devemos correr pra gastar nosso instante, me pego deitada na cama sem nada fazer, só pensando, pensando, e pensamento não faz nada, é morto, quem só pensa sem agir já morreu, já morri!
Deixe de ser otária menina, não perca essa oportunidade, pare de pensar no tempo passado, pare de inesquecível, não pense que no futuro haverá, se não há agora, apenas não, e lembre -se com muita frequência, você vai morrer e vai morrer muito! Muito depressa, muito de repente e muito mais cedo que você imagina a vida se esgotou, muito incoerentemente!
Viemos a esse mundo sem nada, sem nada ficaremos, a morte a vida, todas vazias em seu curto espaço de tempo, vamos trepar com a vida, em um circulo mágico de gestos tatos e olhares, sorrisos e vontades, vamos nos afogar no nosso querer. Fazer o bem sem limites, economizar os nossos miseráveis instintos, relaxar nem pensar, dormir menos, acordar mais. Aproveitar o sol, aproveitar a chuva, curtir o frio. A lei é viver e é só por isso que estamos vivos, viver bem pra depois morrer, sem conhecimento de causa, a morte é uma experiência única, infinita e paralela a todas as outras, e é definitiva!
Finitude de mim
Com é que a gente faz, pra saber o que faz?
Depois de um dia cansado, argumento pesado, que se vai o ensolarado, que se cala a voz do poeta, depois do depois?
Valha-me Deus, se já difícil saber do agora pendente, como é que faz pra saber o que fazer da vida da gente?
Tenho medo de fim, acho que por isso acabo nunca terminando nada, é por isso que sou inacabada, e sempre estou começando. Vivo num gerundismo infinito, coloco, vírgulas, pontos de exclamação, ponto e virgula, ponto final eu coloco também, mas já começo outro parágrafo, rapidão, também quando começo outro parágrafo não volto atras, sou do tipo que demora mas ai de mim se eu falar nunca mais, admito que sou covarde e não obedeço minhas próprias regras que, nem mesmo essas que acabei de descrever. É um medo insano esse de te perder, sem saber que o que tenho, é o não ter.
Estou a meses de mais um fim, e é estranho pra mim, saber que já esta programado um novo começo, é uma mistura de ansiedade de chegar, com vontade de aproveitar tudo que a vida me der chance nesse curto resto de ciclo, nesse resto infinito de dia bonito, no inseguro de saber que há finitude, desejo plenitude no espaço do tempo que resta. Desejo teu tudo, ok, não sei me despedir.
Não me findo em mim, vou além do mais de parecer, sou necessidade. Vou até onde eu não aguento mais e ainda continuo, vou até onde alcanço e prossigo, sem pausa corro, e vez por outra mudo de caminho e não volto mais, sou uma bagunceira de dentro pra fora e de fora pra dentro, sou tudo e nada, mas não meio termo, sou aventureira e se bem acompanhada, topo qualquer parada, muito fácil de conviver e muito difícil de entender. Oh Cristo me salva de mim, me salva do fim!
Depois de um dia cansado, argumento pesado, que se vai o ensolarado, que se cala a voz do poeta, depois do depois?
Valha-me Deus, se já difícil saber do agora pendente, como é que faz pra saber o que fazer da vida da gente?
Tenho medo de fim, acho que por isso acabo nunca terminando nada, é por isso que sou inacabada, e sempre estou começando. Vivo num gerundismo infinito, coloco, vírgulas, pontos de exclamação, ponto e virgula, ponto final eu coloco também, mas já começo outro parágrafo, rapidão, também quando começo outro parágrafo não volto atras, sou do tipo que demora mas ai de mim se eu falar nunca mais, admito que sou covarde e não obedeço minhas próprias regras que, nem mesmo essas que acabei de descrever. É um medo insano esse de te perder, sem saber que o que tenho, é o não ter.
Estou a meses de mais um fim, e é estranho pra mim, saber que já esta programado um novo começo, é uma mistura de ansiedade de chegar, com vontade de aproveitar tudo que a vida me der chance nesse curto resto de ciclo, nesse resto infinito de dia bonito, no inseguro de saber que há finitude, desejo plenitude no espaço do tempo que resta. Desejo teu tudo, ok, não sei me despedir.
Não me findo em mim, vou além do mais de parecer, sou necessidade. Vou até onde eu não aguento mais e ainda continuo, vou até onde alcanço e prossigo, sem pausa corro, e vez por outra mudo de caminho e não volto mais, sou uma bagunceira de dentro pra fora e de fora pra dentro, sou tudo e nada, mas não meio termo, sou aventureira e se bem acompanhada, topo qualquer parada, muito fácil de conviver e muito difícil de entender. Oh Cristo me salva de mim, me salva do fim!
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Peça de dominó
Muito respeito com minha preguiça, quem não aceita meu ócio não é digno da minha criatividade ou merecedor do meu excesso de energia!
Não sou dada a esse século, onde reina o diletantismo, que se baseia apenas no capitalismo. Prefiro a simplicidade das boas companhias e boas músicas.
Sou imbatível por ser autoral, toda vez que o era uma vez, não der certo, reescrevo para era outra vez, e outra vez, escrevo minha própria história, dou espaço pra quem quiser escrever um pouco nela também, mas não cobro nada de ninguém, sou uma porta aberta, a decisão de ir ou ficar é de quem já está, no entanto não costumo abrir portas que outrora fechei. Prefiro atitudes a palavras, mas sou alucinada por belas falas, tanto de ouvir como de falar, amo poesias, amo gente que sabe sempre o que falar e mais as que sempre sabem o que fazer, palavras são uma invenção maravilhosa, gosto do conforto que elas podem produzir, e da doçura, quando são verdades, e vividas de fato!
Eu sou um pouco da mistura do que realmente sou com aquilo que soube criar, e do que vou ainda me tornar, não cheguei ao estado real do que realmente sou, portanto nem eu me conheço completamente, e sempre me surpreendo. Sou esquecida com coisas, e ainda assim alguns dias da minha vida, algumas pessoas em especial eu não consigo sequer por um dia esquecer. E venho trabalhando nisso, até uma hora eu consigo esse moço esquecer, espero!
Não sou dada a esse século, onde reina o diletantismo, que se baseia apenas no capitalismo. Prefiro a simplicidade das boas companhias e boas músicas.
Sou imbatível por ser autoral, toda vez que o era uma vez, não der certo, reescrevo para era outra vez, e outra vez, escrevo minha própria história, dou espaço pra quem quiser escrever um pouco nela também, mas não cobro nada de ninguém, sou uma porta aberta, a decisão de ir ou ficar é de quem já está, no entanto não costumo abrir portas que outrora fechei. Prefiro atitudes a palavras, mas sou alucinada por belas falas, tanto de ouvir como de falar, amo poesias, amo gente que sabe sempre o que falar e mais as que sempre sabem o que fazer, palavras são uma invenção maravilhosa, gosto do conforto que elas podem produzir, e da doçura, quando são verdades, e vividas de fato!
Eu sou um pouco da mistura do que realmente sou com aquilo que soube criar, e do que vou ainda me tornar, não cheguei ao estado real do que realmente sou, portanto nem eu me conheço completamente, e sempre me surpreendo. Sou esquecida com coisas, e ainda assim alguns dias da minha vida, algumas pessoas em especial eu não consigo sequer por um dia esquecer. E venho trabalhando nisso, até uma hora eu consigo esse moço esquecer, espero!
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