És o meu sol,
Porque brilhas em meu pensamento todas as manhãs;
Porque me aquece com sua lembrança,
E porque estamos equidistantes,
Mas não és meu.
Quero teus lábios nos meus outra vez, e outras vezes.
Brilhando como alvorecer de um dia comum e único.
És meu sol sem precisar se preocupar em ser,
Apenas por existir e mais nada.
Durma meu pequeno sol querido, tenha sonhos felizes.
Guardo de ti um feixe de luz com carinho em meu coração!
sábado, 1 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
ORa-São.
Era uma garota, que morava na província, e em dias que a noite se prolongava sem sono ela costumava orar informalmente mais ou menos assim:
Pai, eu preciso falar, preciso conversar, ninguém está acordado, a não ser o Senhor e meus pensamentos, e estou cansada de mim mesma. Quero e preciso dormir! Peço perdão se hoje ou outro dia não fui como deveria, eu sei, mas, que meus pecados nunca me tornem desumana, e sim apenas humana, que as minhas falhas se convertam em aprendizado e que eu também não seja falsa, que eu não seja hipócrita a ponto de me achar boa demais, nem perfeccionista a ponto de achar que sou exageradamente ruim, legal seria o equilíbrio de saber que aquilo que eu ainda não sou eu posso tentar me tornar, eu posso galgar. Eu amo que você exista de fato, e que você seja gigante e presente e f..., ops, era um palavrão que eu uso pra coisas que vão além da explicação de uma palavra apenas, acho que não tem muita afeição com esse tipo de palavras, certo? Mas pra ser honesta acho que não deve ter tanto problema assim, ou talvez nenhum, acho chamar uma pessoa de feia, por exemplo, é uma coisa bem pior, eu conheço algumas garotas que vão passar o resto de suas vidas infelizes, ou ao menos com a felicidade incompleta só por não usar manequim 36, chamar uma pessoa de feia é muito mais nocivo que soltar um 'Puta que Pariu', que é uma expressão que não ofende ninguém, mas que expressa a intensidade daquilo que as vezes faltam palavras, mas desculpe, vou tentar me esforçar pra melhorar esse meu vocabulário chulo.
Quanto aos pedidos, o meu é o primordial, amor, que não falte, já que meu corpo nunca faltou alimento e eu sou imensamente grata por isso, que assim seja com a minha alma, que não haja nem um só dia, nem um, que não sinta amor, e que eu não seja deselegante a ponto de retribuir só por retribuir, mas que eu tenha retribuição de verdade, prefiro uma vida curta, que uma prolongada sem amor, pode anotar isso na sua caderneta, é uma declaração séria e é na plenitude de minha convicção de meu livre arbítrio que eu lhe faço esse pedido, doçura é fundamental, no modo de agir, nas coisas que a gente escreve, que fala, e até no olhar, que eu tenha pra dar e vender, que eu possa falar o que as pessoas não falam umas as outras, e contagiar, que eu tenha muito a dar, que eu saiba fazer elogios sinceros, a todos que eu conhecer, que eu veja qualidades boas, que os defeitos qualquer boçal consegue perceber, ver defeito é muito fácil, que eu não me canse de ser quem sou, que meus olhos emanem sorrisos, que eu seja crise de riso. Ficar rica seria legal, comprar coisas, muitas coisas, e ir a lugares, queria viajar pelo mundo, conhecer pessoas, muitas pessoas, cada pessoa é um universo singular, e quando você conhece alguém diferente é a chance de um novo universo entender, conhecer, familiarizar, pessoas são mais legais que carros, que internet, aliás a gente só tem internet porque tem pessoas do outro lado de um equipamento, gente é a coisa mais interessante desse mundo, mas confesso que nem todas me despertam interesse, gente desinteressada é a coisa mais desinteressante que existe, mas eu costumo nem com essas ser indiferente, que eu aprimore. Solidão, eu não quero, é bom estar comigo mesma, eu gosto da minha própria companhia, eu cultivo ela, e eu estou me curtindo, me amando pra caramba, uma vez que sei que a única pessoa que tenho certeza absoluta que vai conviver o resto da minha vida comigo sou eu mesma, o resto são suposições e apenas planos, tenho me adaptado com os meus defeitos, e me regulado aos meus anseios, mas solidão as vezes é pesarosa, a gente conhece um monte de gente, mas sempre precisa de uma só pra espantar a solidão, até o mais desinteressante dos ganharões da madrugada se deitam em seus travesseiros e pensam em uma só pessoa. Diversão, que eu me divirta no dia-a-dia, que eu veja o evento exclusivo que é o dia de hoje, e que no meio da rotina, eu encontre uma diversão, que eu perceba o espetáculo colossal no hoje, pra tornar os dias mais leves e mais saborosos.
Uaaaa, estou ficando com sono, sei que você continua por aqui, hoje agora amanhã, enfim, sempre, e eu agradeço, todas as coisas que eu lhe peço, sei que não seria boas sem a sua presença; livra_me de lhe prender na caixinha chamada religião, que limita tudo isso que é você, e desculpa por lhe chamar de você, e ajuda-me entender suas coisas, seus sentimentos, seus sentidos, aquilo que importa nessa vida. Ajuda-me a ser quem sou, sempre, junto com você, ou Senhor. Obrigada! Amém! Boa noite!
E a jovem continuava a sua oração, até o momento de não ter forças mais pra falar tomada pelo sono, era seu remédio a oração, ajudava-lhe em todas as noites demoradas.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
GARABINITE
E logo cedo a senhora com o seu espanador e avental, adentra a sala e pergunta
- O que você tem, está chorando?"
Respondo: - Não..
Ela diz : - É rinite?
E eu pensei em explicar, mas achei melhor dizer - Não, é Garabinite;
Com cara de espanto pelo nome confuso que lhe lembrar qualquer coisa: - Barabi o que?;
Eu: Risos, Garabinite, é que a veia que liga coração ao cérebro inflama, e aí dá isso;
- Noooossa menina, e dói? Tomou remédio?;
Eu: - Dói, os ossos, as juntas, a medula, as veias, os nervos e tudo quanto há numa porção de ser humano, vou tomar o remédio agora.
E comecei escrever.
- Quer que eu faça um cházinho menina?,
- Obrigada dona Tita não precisa, estou bem acredite! Logo passa.
E saiu com seu espanador colocando ordem em tudo que havia naquele lugar.
Eu queria explicar para ela, mas pensei que ela não pudesse entender, que todo artista passa por essa fase, por esses dias, os escritores, os poetas, os cantores, escultores, pintores, e todos os outros, assim como a azeitona precisa ser espremida até soltar o azeite, também ocorre com eles, são lançados contra si mesmo, esmagados, até sair sua arte, como um parto, e talvez por isso precisem sofrer. Os artistas, jorram de si, podem fingir o sofrimento e alegria nas sua arte inútil, talvez nem precisem sofrer, pois são captadores naturais de sensações, e talvez por isso sofram, isso faz deles sensíveis, as dores do mundo, aos erros, aos acertos, ao vazio do nada e ao exagero do muito.
Artistas não amam como os normais, artistas se agarram nas entranhas, no âmago, gostam das sementes, chupam até o caroço, e sim eles fazem alvoroço com qualquer fagulha, colocam-se em depressão se não puderem amar enquanto amam, amam os cílios, os pentelhos, as unhas, o cheiro dos cabelos, os dentes e as cutículas. Essa veia que me inflama, não é de doente, é inflamação de encher de ardor, de paixão, e ela irriga meu cérebro ao meu coração, num vem e vai infinito, que desaba entre meus dedos, que aflora em meus lábios. Que me faz girar, para lá e para cá, sem parar. Como um gira-sol que busca a luz, como o arco íris que envolve o céu.
Os artistas são leões que vivem como veados, como presa fácil, são misturas de carne que sangra, com alma que pulsa, de desejo que arde com sentimento que estremesse, e quando anoitece, o artista aflora, e busca em algum outro ser qualquer conexão.
São fios tecidos da aranha, ou o pólen que a abelha extrai e faz o seu mel, ou a estrela que se mata pra deixar um rastro de brilho, e ser chamada cadente, ou sorriso de olhos que não tem dentes, ou apenas qualquer expressão de um ser que ruge no latente.
- O que você tem, está chorando?"
Respondo: - Não..
Ela diz : - É rinite?
E eu pensei em explicar, mas achei melhor dizer - Não, é Garabinite;
Com cara de espanto pelo nome confuso que lhe lembrar qualquer coisa: - Barabi o que?;
Eu: Risos, Garabinite, é que a veia que liga coração ao cérebro inflama, e aí dá isso;
- Noooossa menina, e dói? Tomou remédio?;
Eu: - Dói, os ossos, as juntas, a medula, as veias, os nervos e tudo quanto há numa porção de ser humano, vou tomar o remédio agora.
E comecei escrever.
- Quer que eu faça um cházinho menina?,
- Obrigada dona Tita não precisa, estou bem acredite! Logo passa.
E saiu com seu espanador colocando ordem em tudo que havia naquele lugar.
Eu queria explicar para ela, mas pensei que ela não pudesse entender, que todo artista passa por essa fase, por esses dias, os escritores, os poetas, os cantores, escultores, pintores, e todos os outros, assim como a azeitona precisa ser espremida até soltar o azeite, também ocorre com eles, são lançados contra si mesmo, esmagados, até sair sua arte, como um parto, e talvez por isso precisem sofrer. Os artistas, jorram de si, podem fingir o sofrimento e alegria nas sua arte inútil, talvez nem precisem sofrer, pois são captadores naturais de sensações, e talvez por isso sofram, isso faz deles sensíveis, as dores do mundo, aos erros, aos acertos, ao vazio do nada e ao exagero do muito.
Artistas não amam como os normais, artistas se agarram nas entranhas, no âmago, gostam das sementes, chupam até o caroço, e sim eles fazem alvoroço com qualquer fagulha, colocam-se em depressão se não puderem amar enquanto amam, amam os cílios, os pentelhos, as unhas, o cheiro dos cabelos, os dentes e as cutículas. Essa veia que me inflama, não é de doente, é inflamação de encher de ardor, de paixão, e ela irriga meu cérebro ao meu coração, num vem e vai infinito, que desaba entre meus dedos, que aflora em meus lábios. Que me faz girar, para lá e para cá, sem parar. Como um gira-sol que busca a luz, como o arco íris que envolve o céu.
Os artistas são leões que vivem como veados, como presa fácil, são misturas de carne que sangra, com alma que pulsa, de desejo que arde com sentimento que estremesse, e quando anoitece, o artista aflora, e busca em algum outro ser qualquer conexão.
São fios tecidos da aranha, ou o pólen que a abelha extrai e faz o seu mel, ou a estrela que se mata pra deixar um rastro de brilho, e ser chamada cadente, ou sorriso de olhos que não tem dentes, ou apenas qualquer expressão de um ser que ruge no latente.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Silêncio
Xiiiiuu, silêncio no Tribunal, disse o Juiz enfurecido com aclamação do pessoal, Ordem, Ordem no Tribunal. E o povo aquietou.
Mas honestamente, nunca vi ordem no silêncio, silêncio é ausência, quer conhecer alguém bagunçado, confuso e com medo, interrogue os muito quietos, que nunca se exibem dizendo algo. Cito como exemplo a sabedoria materna "fulano está muito quieto, alguma tá aprontando", sim elas estão certas, quando uma pessoa está silenciosa, normalmente há um caos, uma profusão dentro dela, ou o planejamento de algum acontecimento, isso também serve ao coletivo. Mas não é uma regra!
Mas honestamente, nunca vi ordem no silêncio, silêncio é ausência, quer conhecer alguém bagunçado, confuso e com medo, interrogue os muito quietos, que nunca se exibem dizendo algo. Cito como exemplo a sabedoria materna "fulano está muito quieto, alguma tá aprontando", sim elas estão certas, quando uma pessoa está silenciosa, normalmente há um caos, uma profusão dentro dela, ou o planejamento de algum acontecimento, isso também serve ao coletivo. Mas não é uma regra!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Bem me quer, mal me quer.
Estava ela sentada, a beira da rua de sua vida, pensativa. Puxou uma flor e começou: "bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer, BEM ME QUER". "De novo só para confirmar, dessa vez ao contrário, Mal me que, bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer" "Droga!!"
Pensava ela alto, "mas ele escreveu, siiimm bem me quer, ou não, pois o telegrama não tinha endereço, ela sabia que corria esse risco. E agora? Bem me quer? Ou não?"
Estava segura do que sentia e já havia dito, telegrama lindo, escrito a finos sentimentos, mas e se não fosse para ela, eu lamento, pois era coisa bonita de se ler, dessas que enchem os olhos d'água, e que te fazem querer mais. "Bem me quer, mal me quer..." Pobre flores mudas que não podiam responder. Pensou ela, "não é justo ver flores morrendo de amor", e não era justo! Juntou suas pétalas perfumadas, e junto abriu um pequeno buraco, e em papel escreveu "Bem, eu, quero, muito, é querer de amor!" e enterrou todos juntos, esperando florescer sabendo que se fosse remetente alguma coisa ia lhe acontecer, muitas vezes enterra-se como defunto aquilo que pode florescer, ou não, apenas se tem o cuidado de regar, é possível que venha morrer, são pétalas e não sementes, ela estava despida de preocupação, queria florescer, mas sozinha não! Ela ficaria a espera, coisa que não a agradava nenhum pouco, não havia outra opção, ele corria riscos da flor murchar, e ela também, mas ela já tinha esgotado suas falas, bem queria lhe dizer alguma coisa, mas e se não fosse..., por isso e só baseada em fatos que lhe rodeiam, sentou-se a beira da esquina de sua vida e deixou que o poema lhe tocasse, e que se viesse endereçado, ou não. Era emergencial, mas não havia muita expectativa, cansando-se.
Pensava ela alto, "mas ele escreveu, siiimm bem me quer, ou não, pois o telegrama não tinha endereço, ela sabia que corria esse risco. E agora? Bem me quer? Ou não?"
Estava segura do que sentia e já havia dito, telegrama lindo, escrito a finos sentimentos, mas e se não fosse para ela, eu lamento, pois era coisa bonita de se ler, dessas que enchem os olhos d'água, e que te fazem querer mais. "Bem me quer, mal me quer..." Pobre flores mudas que não podiam responder. Pensou ela, "não é justo ver flores morrendo de amor", e não era justo! Juntou suas pétalas perfumadas, e junto abriu um pequeno buraco, e em papel escreveu "Bem, eu, quero, muito, é querer de amor!" e enterrou todos juntos, esperando florescer sabendo que se fosse remetente alguma coisa ia lhe acontecer, muitas vezes enterra-se como defunto aquilo que pode florescer, ou não, apenas se tem o cuidado de regar, é possível que venha morrer, são pétalas e não sementes, ela estava despida de preocupação, queria florescer, mas sozinha não! Ela ficaria a espera, coisa que não a agradava nenhum pouco, não havia outra opção, ele corria riscos da flor murchar, e ela também, mas ela já tinha esgotado suas falas, bem queria lhe dizer alguma coisa, mas e se não fosse..., por isso e só baseada em fatos que lhe rodeiam, sentou-se a beira da esquina de sua vida e deixou que o poema lhe tocasse, e que se viesse endereçado, ou não. Era emergencial, mas não havia muita expectativa, cansando-se.
Assinar:
Postagens (Atom)